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História A freguesia de Enxames pertence ao concelho de Fundão, no distrito de Castelo Branco. A freguesia de Enxames encontra-se localizada entre a Serra da Gardunha e a Serra da Canaveira, fazendo fronteira com a Fatela, Capinha, Vale de Prazeres e Alcaide. Dista cerca de 13 quilómetros da sede concelhia e ocupa uma superfície de 22,6 quilómetros quadrados, com um total de 950 pessoas dos quais 622 eleitores.O orago da freguesia é S. João Baptista. A denominação Enxames poderá estar associada ao conjunto de abelhas ou a grande quantidade de pessoas ou coisas na época em que este território foi repovoado. Note-se uma outra notícia, mas no Tombo da Comarca da Beira, referente às inquirições de 1395, de D. João I, e que cita “ As cassas de buu myo Casal dous paradeyros cõ seu quintall q partem cõ Jobam Gomes Afonsso da Fatella e cõ seus bermaãos…(…) e parte, pela Rua do concelho e per cima cõ dona Margarida E trallos dictos paradeyros esta buu cortinbal q é todo tapado sobre sy e e testa no Ribeyro doseixames (…) A Fatella que parte de duas partes cõ Erdade de Jobam gomez e como é testa no dicto Rijoo (…) outra Coyrella na dicta Ribeira e como parte cõ terra dafonso vaasquez de Couylbáá e da outra cõ Jobã gomez e como é testa da parte de Cimacõ terras do dicto Joabm gomez e foy apreçada q leuaria é Semeadura (…). Deste documento se conclui que uma Margarida e um João Gomez, moradores e proprietários locais, exploravam courelas neste local. Enquanto lugar da freguesia de Fatela, Enxames beneficiou do foral dado a Sortelha em 1 de Junho de 1510, por D. Manuel I, passando a integrar esse concelho até à sua extinção, a 24 de Outubro de 1855. A freguesia de Enxames tem como património cultural e edificado a Igreja Matriz, as capelas da Senhora do Bom Parto e de Nossa Senhora do Fastio e o cruzeiro, antigo símbolo de religiosidade. Todos os Enxamenses dispõem de uma horta ou pequena quinta. Aí são produzidos quase todos os géneros hortícolas com especial relevo para as espécies leguminosas cultivadas entre pomares e olivais.
O recinto estava rodeado por uma dupla cintura de muralhas de traçado ovalado e irregular do qual subsistem ainda hoje alguns muros de cantaria irregular ou alvenaria e vários amontoados de pedras. Dentro das muralhas não existem quaisquer construções definidas. Embora não havendo certezas em relação à sua história, este castro terá sido a cidade lusitana de Cingínia (isto por hanofonia com os topónimos Casinhas ou Cruzinhas) que foi referida por Valério Máximo e terá sido destruído algures entre 138 ou 136 a .C. pelas tropas romanas comandadas por Décimo Júnio Bruto e a época de Júlio César. Na Idade Média, o castro terá sido fortificado e repovoado tendo sido aproveitadas as construções existentes. Diz a tradição que aquando da invasão da Península Ibérica pelos Árabes e tendo-se refugiado os cristãos na hoje aldeia de Monsanto, os invasores se vieram fixar neste castro para os sitiar. Dizia-se que neste local existiam fossos profundos e outras construções defensivas. Certo é que em 1865 foi registada a existência de vestígios de arruamentos. Para mais informações visitar a Arqueobeira.
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